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24/01/2010
Régis Rösing explica 'premonições' de gols e realiza um antigo desejo de Fred



O repórter Régis Rösing, do programa Esporte Espetacular, tornou famosa uma modalidade de reportagem 'vidente', em que anuncia o gol antes de ele acontecer. Em algumas ocasiões, abrindo o microfone para o artilheiro no momento da comemoração.

Fred, atacante do Fluminense, pediu, cobrou e conseguiu: ao marcar o primeiro de seus dois gols na temporada, contra o Bangu, na quarta-feira, foi entrevistado por Régis no momento da comemoração. E já teve de responder a uma pergunta difícil: se ainda sonha com a Copa do Mundo.

- Vamos corrrer atrás! - anunciou Fred, que na reportagem contou até com sonorização épica, de "A Kind Of Magic", do grupo de rock Queen.

Para ver o vídeo, clique aqui.

Posted by Francis Melo Assessoria de Imprensa 13:25 on 24/01/2010 | Filed Under: Fluminense | 23 comentários
22/01/2010
Confira as paradas de sucesso de Fred



Recurso dos atacantes ou injustiça com os goleiros adversários? Polêmicas à parte, as paradinhas nas cobranças de pênalti nunca foram tão utilizadas no futebol. Pelo Fluminense, Fred é quem tem se encarregado de deslocar os goleiros rivais, tirar os suspiros dos tricolores nas arquibancadas e correr para o abraço comemorando gols. Foi assim que o atacante marcou os dois primeiros da vitória do Tricolor por 3 a 0 sobre o Bangu, no Maracanã, na última rodada do Campeonato Carioca.

O atacante, porém, manda um aviso para os seus rivais ao revelar que o seu repertório de cobranças ainda é extenso e que, dependendo da situação, poderá mudar seu estilo.

Ao ser perguntado se as paradinhas eram uma maldade com os goleiros, o camisa 9 se defendeu. Segundo ele, o time que sofre o pênalti tem de ter alguma vantagem na hora da cobrança e nem sempre o artifício deve ser utilizado.

- O uso da paradinha depende da situação do jogo e da movimentação do goleiro. O importante é que estou preparado para bater de todas as maneiras. Com força, direito ou com paradinha. Tenho treinado muito desde o ano passado. É um recurso do atacante. Não acho injusto, pois quem cobra tem de ter benefícios. Uso esse fundamento para enganar os goleiros, pois a vantagem tem de ser da equipe que estiver atacando - disse o artilheiro.

Acostumado com as cobranças de Fred, o goleiro Ricardo Berna, que costuma treinar com o atacante, é quem explica o diferencial do artilheiro do Tricolor das Laranjeiras. Para o jogador, o camisa 9 é diferenciado na hora das cobranças das penalidades, pois demonstra muita frieza e tranqüilidade antes de chegar próximo da bola.

- Ele tem uma qualidade muito grande. Mas o que chama mais a atenção é a calma que ele tem na hora das cobranças. É um atacante muito frio e tem muita força nos chutes de chapa (lado interno do pé). A bola sai com uma velocidade grande e isso que mata o goleiro - elogiou.


A matéria "Confira as paradas de sucesso de Fred" foi retirada do portal Lancenet.

Posted by Francis Melo Assessoria de Imprensa 17:25 on 22/01/2010 | Filed Under: Fluminense | 12 comentários
21/01/2010
Fala, Capitão!



Como tudo começou

Por Fred

 

O período de treinamento em Vitória, onde realizamos a pré-temporada, nos preparando para lutarmos por títulos neste ano, me fez relembrar o início da carreira, principalmente com a convivência com a garotada que acaba de subir da base. Tenho zoado muito o Neves, o Ferreira, o Bruno Veiga e o Dori, mas,  acima de tudo, tenho tentado ser o mais exemplar possível, orientando e passando a minha experiência para ajudá-los.

Ao falar das divisões de base várias coisas imediatamente vêm à cabeça e chega ser difícil organizar as ideias. Deus sempre foi muito bom comigo e a principal oportunidade pintou depois de um tombo que levei dormindo na parte de cima de um beliche, no primeiro ano de juniores no América-MG. Caí no chão, continuei dormindo e os outros três meninos, que dividiam quarto comigo, ficaram muito assustados, pois voltei à cama e só acordei no dia seguinte. Levantei todo machucado, com muitas dores no corpo e, principalmente, no joelho. Na época, estávamos nos preparando para uma excursão na Europa, para um período de experiência no Feyenoord, da Holanda, e acabei tendo que ficar dois meses parado.

Encarávamos essa viagem como a grande chance de ir para a Europa e conseguir trabalhar em um bom clube. Enquanto todos estavam viajando pelo velho mundo, passeando e jogando, fiquei sozinho fazendo tratamento. Na fase final da minha recuperação, eles ainda estavam por lá e o Jair Pereira chegou para treinar o profissional. Faltou um jogador e pediram para subir um do júnior. Na ocasião só estava correndo e eles me chamaram. No primeiro treino, entrei para completar o coletivo, nos últimos 15 minutos. Dei um elástico, fiz o gol e ainda fui derrubado na entrada da área. Aí o Jair chegou e disse: "Põe esse menino para bater. Se ele fizer o gol acabou o treino".  Coloquei a bola na marca e soltei uma bomba no travessão. Ele disse que tinha sido mais bonito do que um gol, acabou o treino e passou a gostar de mim, se tornou meu "padrinho". Olha como é a vida: a galera toda na Europa, onde eu achava que teria uma oportunidade de ouro, e tive essa chance que fez com que o técnico me subisse para o profissional direto.

Mas vamos voltar ainda mais no tempo. Cheguei ao América-MG, no primeiro ano de juniores, graças ao incentivo de um grande amigo da minha cidade que jogava lá e me levou para fazer um teste. Na época, até pensava em largar a carreira, depois de passar por tantas dificuldades.  Fiquei quatro dias fazendo testes e ele era o lateral-esquerdo, o cara que mandava no time, liderava a galera. Em uma dessas peneiras, levei a bola para a ponta direita e ele falava não cruza não, chuta no gol, me deixando fazer a jogada como eu quisesse, no intuito de me ajudar. Dei um chute tão forte que cheguei a machucar a mão do goleiro.

Para me promover, esse amigo ficou falando para todo mundo que eu chutava forte demais. Nesses quatro dias, fiz amizade com todos e os caras gostaram de mim, mas o treinador disse que não tinha ficado satisfeito e me mandou embora.  O grupo se reuniu, incentivado pelo Bruno, e falaram para eu ter calma, porque ligariam para o patrocinador pedindo a minha permanência. No dia seguinte, assinei um contrato para receber 400 reais, o que para mim era uma fortuna. Fiquei muito feliz por poder ajudar a minha família.

Antes de chegar aos juniores, também passei por vários momentos difíceis. Comecei a participar de peneiras desde criança, em Minas Gerais. Quando tinha 11 para 12 anos vim para o Rio de Janeiro, treinar em Rio Bonito, em um Centro de Treinamento de um grupo de empresários, que tinham parceria com grupos europeus, formando jogadores para levar ao exterior ou colocar em clubes do Brasil. Fiquei lá durante seis meses e eles quiseram me dar uma procuração de 11 anos. Voltei para casa nas férias e meu pai não deixou ter um vínculo de tanto tempo. Eu brigava para ir, mas graças a Deus tive essa orientação, porque, na época, a ansiedade era tão grande que me sujeitaria a isso, era o meu sonho. Acho que se a minha mãe fosse viva nunca me deixaria sair de casa. Já meu pai e meu irmão me incentivavam, mas tomavam esses cuidados, sempre me orientando.

Depois fiz um novo período de testes, dessa vez no Aciaria, de Ipatinga, uma equipe só de base muito boa, que sempre enfrenta o Cruzeiro, o Atlético-MG e o América-MG. Consegui me destacar e fui vendido para o América de São José do Rio Preto. Fui comprado por 40 mil reais na época e em seis meses não consegui fazer nenhum gol, nem treinar bem. Estava já desesperado, com medo de ser mandado embora, mas, graças a Deus, nos seis meses restantes arrebentei e fui vice-artilheiro do Paulista, com uns 15/16 anos.

Em todas essas fases da carreira, sempre dei muito valor aos treinamentos e não falo isso da boca para fora. Converso com os meninos que estão subindo da base e digo para darem a vida nos treinos. Quando subi no América-MG, tinha o Palhinha, Reinaldo, todos meus ídolos, era um sonho, aos 18 anos, jogar ao lado deles.  Entrava cinco minutos em um coletivo e não parava de correr. Imagino que a relação da molecada comigo, atualmente, seja parecida e, por isso, na hora do trabalho tento ser o mais exemplar possível.

Hoje mesmo, estávamos no treino e o Eudes (auxiliar técnico) falou para darmos chutes devagarzinho para aquecer. Cheguei perto dos meninos e disse que precisavam fazer a diferença quando o foco fossem as finalizações. Conto para eles que olhava tudo o que os profissionais faziam, como pegavam na bola. Ficava atento à postura deles, mas sempre mantendo a minha personalidade. Sendo assim você vai crescer e depois começa a fazer naturalmente.  Sempre jogo essa cobrança para eles, no intuito de orientá-los. Ponho minha cara para bater por qualquer um desses garotos que estão subindo para os profissionais. Defendo mesmo, porque esse grupo é maravilhoso e os quatro já estão bem à vontade. Ao olhar para eles, hoje, mergulho no passado e relembro como tudo começou.

 

 

A coluna "Fala, Capitão!" foi retirado do site oficial do Fluminense.

 

Posted by Francis Melo Assessoria de Imprensa 17:20 on 21/01/2010 | Filed Under: Fluminense | 16 comentários
19/01/2010
Diário de um Artilheiro - Décimo Terceiro Capítulo



Fala, Nação Tricolor!

 

 

Domingo, estreamos com uma bela vitória sobre o Americano. Todos os jogadores entraram muito concentrados em campo e voltamos para casa com os três pontos na bagagem. O time do Americano veio disposto a não nos deixar vencer, mas conseguimos impor o nosso jogo, principalmente após o primeiro gol (e que golaço do Ewerton!), já que eles tiveram um jogador expulso, logo em seguida.

 

Todo o time teve uma atuação muito boa, jogamos com segurança. Os gols do Maicon e do Julio Cesar foram consequência dessa confiança.

 

Amanhã, voltaremos a campo para encarar o Bangu. Será mais uma partida complicada e, por isso, vamos trabalhar forte para conseguir mais uma vitória. É muito importante conseguirmos uma sequência de triunfos, isso nos dará força e motivação para seguir superando os obstáculos que forem surgindo.

 

Saudações tricolores!

Posted by Francis Melo Assessoria de Imprensa 17:20 on 19/01/2010 | Filed Under: Fluminense | 36 comentários
16/01/2010
Diário de um Artilheiro - Décimo Segundo Capítulo



Fala, galera do Fluzão!

 

Depois desses proveitosos treinos em Vitória, chegou a hora de voltarmos a campo. Foi um período no qual nos dedicamos muito, aprimoramos a parte tática e física, para entrarmos com tudo nas competições que nos aguardam, em 2010. Amanhã, será o dia de iniciarmos mais um capítulo da história desse time de guerreiros.

 

Tenho certeza de que esse será um ano especial para a Nação Tricolor. Todo o grupo está unido em torno de um só objetivo: vencer. É a nossa vez de retribuir tanto carinho que todos você tiveram conosco, durante todo o ano passado, com bons resultados e muito empenho.

 

O primeiro passo será dado aqui em Campos. Chegamos ontem à cidade e enfrentaremos o Americano amanhã. Espero poder começar o ano com o pé direito e distribuir muitos corações para todos vocês. Estaremos juntos em mais essa caminha.

 

Gostaria de aproveitar e agradecer ao pessoal de Vitória, que nos recebeu tão bem. O carinho que vocês tiveram conosco não tem preço. Ontem, foram até a porta do hotel se despedir do time e fizeram uma festa muito bonita. Infelizmente, já estávamos um pouco atrasados para o embarque e não pude parar pra tirar fotos e dar autógrafos para todo mundo que pediu. Deixo aqui um grande abraço e meus sinceros agradecimentos a todos os Tricolores Capixabas. Vocês foram incríveis!

 

Agora, vou descansar um pouco para chegar 100% ao jogo de amanhã. Conto com a torcida de todos vocês!

 

Saudações Tricolores!

Posted by Fred 19:05 on 16/01/2010 | Filed Under: Fluminense | 35 comentários